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22 Março 2025

Bactérias inofensivas inibem micróbios que causam infeções

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Investigadores do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), da Universidade Nova de Lisboa, descobriram que bactérias existentes no trato respiratório superior, fora do tórax, inibem ‘Streptococcus pneumoniae’, causa de várias infeções respiratórias, foi hoje divulgado.

Num estudo publicado na revista científica Applied and Environmental Microbiology, da Sociedade Americana de Microbiologia, os investigadores revelam que “algumas bactérias que vivem na nasofaringe e orofaringe – isto é, nas regiões logo atrás da cavidade nasal e da boca, respetivamente – conseguem inibir a maioria das variantes de ‘S. pneumoniae'”, segundo um comunicado do ITQB. 

A bactéria ‘Streptococcus pneumoniae’ e as suas variantes, conhecidas como pneumococos, é uma das principais causas de infeções como otites e sinusites, mas também meningites, sépsis e pneumonias. Segundo os cientistas, são conhecidas mais de 100 variantes de ‘S. pneumoniae’ e não existem vacinas que protejam as pessoas de todas elas, algumas das quais “já são resistentes aos antibióticos”.

Entre os mais vulneráveis aquelas infeções estão os idosos, os que têm o sistema imunológico enfraquecido e as crianças, 300 mil das quais morrem anualmente em todo o mundo devido a este agente patogénico. “Ao estudar a frequência de colonização por ‘S. pneumoniae’ reparámos que algumas pessoas que não eram colonizadas por este agente patogénico estavam, no entanto, colonizadas por outras bactérias inofensivas, particularmente ‘Streptococcus oralis’ e ‘Streptococcus mitis'”, explica, citada no comunicado, Raquel Sá-Leão, responsável pelo laboratório de Microbiologia Molecular de Patógenos Humanos, que liderou este estudo.

A bactéria ‘Streptococcus pneumoniae’ e as suas variantes, conhecidas como pneumococos, é uma das principais causas de infeções como otites e sinusites, mas também meningites, sépsis e pneumonias. Segundo os cientistas, são conhecidas mais de 100 variantes de ‘S. pneumoniae’ e não existem vacinas que protejam as pessoas de todas elas, algumas das quais “já são resistentes aos antibióticos”.

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Entre os mais vulneráveis aquelas infeções estão os idosos, os que têm o sistema imunológico enfraquecido e as crianças, 300 mil das quais morrem anualmente em todo o mundo devido a este agente patogénico. “Ao estudar a frequência de colonização por ‘S. pneumoniae’ reparámos que algumas pessoas que não eram colonizadas por este agente patogénico estavam, no entanto, colonizadas por outras bactérias inofensivas, particularmente ‘Streptococcus oralis’ e ‘Streptococcus mitis'”, explica, citada no comunicado, Raquel Sá-Leão, responsável pelo laboratório de Microbiologia Molecular de Patógenos Humanos, que liderou este estudo.

A equipa “já apresentou um pedido de patente provisório que abrange produtos farmacêuticos que contenham estas bactérias ou as suas moléculas inibidoras de pneumococos (PT119647)” e pretende “explorar o mecanismo de ação das bacteriocinas e avaliar a eficácia e segurança destas e dos micróbios que as produzem, utilizando modelos ‘in vivo'”.

“O nosso estudo apresenta uma estratégia promissora, tanto para complementar tratamentos já existentes, como de forma independente, de forma a reduzir a doença pneumocócica. Esta abordagem está alinhada com as recomendações da Organização Mundial da Saúde que destaca a importância de prevenir a colonização para combater a doença e a transmissão do pneumococo”, assinala Carina Valente, outra das investigadoras participantes.

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